VEJA ABAIXO O ÓLEO DO TEU CARRO:

 

MODELO

ÓLEO

Audi

 

BMW

BMW

Citroën

Fiat

Fiat

Fiat

Fiat

 

Ford

GM

GM

GM

 

Honda

 

Kia

 

Mitsubishi

Mitsubishi

Nissan

Peugeot

Peugeot

Peugeot

Renault

 

Subaru

Toyota

Volkswagen

Aspirado

 

A-3

0w30

-

 

530 i e 550 i

0w30

-

   

C3 e C4

5w40, 10w40 e 15w50

-

   

500

15w40 ou 10w40

1.3 e 1.8

 

Dòblo, Idea, Punto,

5w30

-

 

Palio, Siena, Strada

15w40 ou 10w40

1.0 e 1.4

 

Stilo

15w40 ou 10w40

-

 

Mille

15w40,10w40 e 5w30

-

   

Blaser, S-10

5w30

-

 

Vectra

5w40, 5w30 ou 15w40

2.4

 

Vectra - 2008 acima

5w30

-

 

Tracker

10w30 ou 15w40

-

   

i30, Azera, Genesis, Tucson, ix35, Santa Fé e Vera Cruz

5w40 ou 10w40

-

   

B 180, B 200 Turbo, C 200, E 350, CLS 350, CLS 500, ML 350, ML 500, SLK 200, SLK 350 e GLK

0w30 ou 5w40

Gasolina Motor Turbo

 

Colt, Airtrek, Eclipse, Galant, Lancer, L-200, L-300, Pajero, 3000 GT, Space Wagon e Outlander.

0w30 ou 10w40

Diesel

   

Tiinda, Sentra, 350 Z, Frontier, X-Trail, Pathfinder, Murano, Grand Livina e Livina.

5w40 ou 10w40

Diesel

   

206

5w40

-

 

207, Hoogar e 306.

5w40

2.0 Flex

 

307, 406 e 407.

5w40 Diesel

Diesel

   

Clio

5w30

-

 

Master.

15w40 Diesel

Gasolina

   

Corolla, Camry, Hilux, RAV 4 e Land Cruiser Prado.

5w40 ou 10w30

Diesel

   

Gol, Voyage, Parati, Fox, Space Fox, Polo, Golf, Bora, New Beetle, Jetta, Passat, EOS, Saveiro, Kombi, Amarok, Touareg e Tiguan.

10w40 ou 5w40

Turbo

     

GUIA DO ÓLEO LUBRIFICANTE:

Qual o óleo que você colocou em seu carro na última troca? Se você não

se lembra, ou pior, deixou na mão do frentista, cuidado: Seu carro pode

estar com desempenho e consumo ruins e durabilidade prejudicada por

conta desse fluído tão importante, e subvalorizado por muitos.

Além do clichê “use o óleo recomendado pelo manual do seu veículo”, há

outras coisas a se considerar, vou usar como exemplo a imagem abaixo:

Especificação API: API é um instituto que define padrões de

desempenho para óleos. Novos padrões são lançados de tempos em

tempos, com melhorias em durabilidade, detergência (para limpeza do

motor) e etc. No nosso exemplo, o SJ é um padrão lançado em 1996. Você

pode usar um óleo SJ num motor que “pede” óleo SH, mas não pode

fazer o contrário. Isso porque um óleo de especificação inferior não

oferecerá a lubrificação e aditivação necessária, podendo causar

problemas irreversíveis. A mais recente é a SM, de 2004.

Viscosidade SAE: Viscosidade é a resistência que o óleo tem sobre si

mesmo para movimentar. Um óleo mais viscoso tem menos resistência

para movimentar entre as peças do motor, ou seja, escorre mais

facilmente. É também relacionado com a “espessura” do óleo. Um

exemplo de óleo “fino” é o 5W30, já o 20W50 é um óleo “grosso”.

O “W”, de winter (inverno) é a viscosidade do óleo quando frio. Quanto

menor esse valor, mais fácil ele percorrerá o motor na partida a frio,

diminuindo o tempo que o motor “bate” ao ligar, quando o óleo ainda

não chegou a todas as peças.

A escolha da viscosidade é relacionada também com a temperatura

ambiente a que o carro está sujeito.  Muitos pensam que quanto maior o ‘número’ do óleo, melhor é. Nada

disso. Os motores de hoje trabalham sob pressão e temperatura muito

maiores que os de 10, 20 anos atrás. Um óleo grosso é mais difícil de

circular, fica mais tempo ‘escoando’ pelas peças, retendo mais

temperatura, o que causa superaquecimento do mesmo e formação de

borra. Uma espécie de “pasta” que vai retendo a passagem do óleo e

assim abreviando a vida útil do motor, por lubrificação inadequada.

É isso que você quer pro motor do seu carro?

Minha recomendação é a de que você use o óleo mais fino indicado

pelo fabricante, por exemplo o  5W30. O motor rodará mais solto e

econômico, sem comprometer a lubrificação. Aos que desconfiam,

comparo sobre nadar numa piscina com água, e em outra com mel. Você

terá que fazer muito menos esforço pra nadar na de água, mas nem por

isso seu corpo fica seco.

Tem gente que acha que pelo óleo ser fino e escorrer rápido ele deixa de

lubrificar. Nada disso. Tome água num canudinho, e mel depois. Água

vem em muito mais pressão, o mesmo acontece com o óleo mais fino…

As exceções desta regra são veículos em regiões muito quentes, acima

dos 30~35ºC na média anual. Aí sim, poderemos considerar o uso de um

óleo de viscosidade 40. Caso contrário, só se o motor começar a “queimar

óleo”, coisa que só acontece com motores bem judiados ou muito

rodados, lá pelos 200, 300 mil Km.

Mineral, Semi-sintético ou Sintético?

Essa dúvida pega muita gente e gera pérolas, como “sintético é óleo pra

20 mil Km”, “fulano fundiu o motor usando óleo sintético” e a mais

absurda “é tudo a mesma coisa”.

Óleos minerais são obtidos a partir do petróleo em combinação com

diversos minerais, tem como vantagem o custo mas em compensação não

mantém suas propriedades em situações extremas, como alta pressão e

temperatura, formando a famosa borra da foto mais acima.

Já os óleos sintéticos são obtidos a partir de reações químicas e

possuem uma curva de estabilidade praticamente plana, que gera

desempenho garantido nas mais variadas faixas de temperatura, além

disso em alguns casos pode-se “esticar” os intervalos de troca, trazendo

economia no custo de manutenção. Aliás, falando em custos, há nem

muito tempo atrás um óleo sintético custava coisa de R$40, R$50 o litro.

Hoje podemos encontrar bons óleos sintéticos por volta de R$20 o litro.

Vale cada centavo, experiência própria.

Os óleos semi-sintéticos são o meio termo. Mistura-se elementos do

óleo sintético ao mineral para formá-lo. Pode-se retirar os elementos

ruins do óleo mineral e substituí-los por elementos sintéticos. É também

o meio termo no preço, muitas vezes já é o suficiente pra evitar a borra.

Mas não se recomenda estender o período de troca.

E quando óleo sintético dá problema no motor?

Taí algo que gera muita discussão. Trocas de óleo mineral muito

espaçadas (mais de 5000Km) deixam resquícios, como pedaços de óleo

queimados, borras pequenas que podem não crescer nem afetar o

funcionamento do motor por agora.

Óleos sintéticos em geral são mais viscosos que os minerais, o que faz

com que ele seja bombeado com uma pressão maior e assim passar com

mais velocidade em lugares com borra. Junto aos aditivos e detergentes

nele empregados, as borras podem ser dissolvidas. Em casos de muita

borra no motor, ela pode ser dissolvida em pequenos ‘blocos’ e aí sim,

podem causar problemas, ficando retidas no filtro. Mas em alguns

poucos casos isso pode causar entupimento de galerias, dutos e em casos

extremos, do pescador (coleta óleo no cárter). E isso pode gerar

problemas, como o fundimento do motor em casos graves. Os casos em

que vi isso eram de carros muito mal cuidados, com “relaxo” nas trocas.

O dono resolveu botar um óleo sintético muito mais fino que o usado

antes e ou o óleo não conseguiu ser bombeado devidamente por conta de

dutos e galerias entupidos ou, de quebra, era mais fino que o mínimo

indicado pelo fabricante.

Uso óleo mineral. Posso passar direto pro sintético?

Em casos assim, como também em que se usará óleo mais fino do que o

atual, recomendo passar gradualmente para um óleo mais fino e de

categoria superior. Usa um mineral 20W50? Tente usar um 15W40 semisintético,

pra depois um 5W-30 sintético (é apenas um exemplo. Siga o

manual do seu veículo) e por aí vai… E procure não exigir muito do

motor nos primeiros 300Km, pelo menos. E fique atento quanto a

temperatura ou alguma alteração no comportamento do motor. Já fiz

isso e deu muito certo, mesmo em carros bem rodados.

Posso misturar óleos de diferentes tipos?

Não há estudos que comprovem que dá problema ou não, desde que se

respeite a viscosidade. Mas o mais recomendável é usar de apenas um

tipo e marca.

Filtro de óleo

Outra coisa que tem gente que nem sabe que existe. Custa cerca de R$10 a R$ 15

e deve ser substituído a cada troca, apesar de alguns fabricantes

recomendarem a cada duas trocas. O filtro retém óleo e sujeira do motor,

e numa troca sem a substituição dele, o motor rodará com muito óleo

velho misturado ao novo, o que não é nada bom.

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SÃO PAULO
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